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Bula Medicamento - Zyprexa


Zyprexa

Olanzapina

Uso em adultos


Forma farmacêutica e apresentações - ZYPREXA é apresentado em: Comprimidos revestidos, com impressão 'Lilly' e código de identificação, para administração oral, nas seguintes concentrações: 2,5 mg em blísteres, acondicionados em caixas com 14 e 28 comprimidos; 5 mg em blísteres, acondicionados em caixas com 14 e 28 comprimidos; 10 mg em blísteres, acondicionados em caixas com 14 e 28 comprimidos.

Composição - Cada comprimido TA4112 contém: Olanzapina 2,5 mg; Lactose 102,15 mg. Cada comprimido TA4115 contém: Olanzapina 5,0 mg mg; Lactose 10,0 mg. Cada comprimido TA4117 contém: Olanzapina 156,0 mg; Lactose 312,0 mg. Outros excipientes [mistura de cor branca (dióxido de titânio, polietilenoglicol, polissorbato 80), crospovidona, azul FD&C nº 2, hidroxipropilcelulose, hidroxipropilmetilcelulose, estearato de magnésio e celulose microcristalina] q.s.p. 1 comprimido.

Características farmacológicas

Descrição - A olanzapina é uma droga antipsicótica que pertence à classe das tienobenzodiazepinas. Quimicamente é o 2-metil-4-(4-metil-1-piperazinil)-10H-tieno[2,3-b] [1,5]benzodiazepina. A fórmula molecular da olanzapina é C17H20N4S e tem um peso molecular de 312,43. Apresenta-se como um sólido cristalino amarelo.

Propriedades farmacológicas - Farmacodinâmica: A olanzapina é uma droga antipsicótica com um perfil farmacológico amplo, através da ação em vários sistemas de receptores. Em estudos pré-clínicos, a olanzapina demonstrou afinidade pelos receptores de serotonina 5HT2A/C, 5HT3, 5HT6; dopamina D1, D2, D3, D4, D5; muscarínicos M1-5; a1-adrenérgico e histamina H1. Os estudos de comportamento em animais dos efeitos da olanzapina indicaram antagonismo aos receptores 5HT, dopaminérgicos e colinérgicos, consistente com o perfil de ligação a esses receptores. A olanzapina demonstrou maior afinidade in vitro ao receptor da serotonina 5HT2, bem como maior atividade in vivo, comparada à afinidade e à atividade para o receptor da dopamina D2. Os estudos eletrofisiológicos demonstraram que a olanzapina reduziu seletivamente a ativação dos neurônios dopaminérgicos mesolímbicos (A10), enquanto demonstrou pouco efeito sobre as vias estriatais (A9) envolvidas na função motora. A olanzapina reduziu uma resposta condicionada de aversão, que é um teste indicativo de atividade antipsicótica, em doses abaixo das que produzem catalepsia, que é um efeito indicativo de efeitos motores adversos. Ao contrário de outras drogas antipsicóticas, a olanzapina aumenta a resposta em um teste 'ansiolítico'. Farmacocinética: A olanzapina é bem absorvida após administração oral, atingindo concentrações plasmáticas máximas dentro de 5 a 8 horas. A absorção não é afetada pelo alimento. As concentrações plasmáticas de olanzapina foram lineares e proporcionais à dose em estudos clínicos nas doses de 1 a 20 mg. A olanzapina é metabolizada no fígado pelas vias conjugativa e oxidativa. O maior metabólito circulante é o 10-N-glucuronida, que em teoria não ultrapassa a barreira hemato-encefálica. As isoformas CYP1A2 e CYP2D6 do citocromo P-450 contribuem para a formação dos metabólitos N-desmetil e 2-hidroximetil, ambos exibindo significativamente menor atividade farmacológica in vivo do que a olanzapina em estudos animais. A atividade farmacológica predominante é a da olanzapina original. Após administração oral a indivíduos sadios, a meia-vida média de eliminação da olanzapina foi de 33 horas (21 a 54 h para o 5° a 95° percentil) e o clearance plasmático médio foi de 26 l/h (12 a 47 l/h para o 5° a 95° percentil). A farmacocinética da olanzapina variou em função do tabagismo, da idade e do sexo, conforme apresentado na Tabela.


Tabela

Características do paciente Meia-vida Clearance
(horas) plasmático (l/h)

Não-fumante 38,6 18,6
Fumante 30,4 27,7
Mulheres 36,7 18,9
Homens 32,3 27,3
Idosos (65 anos ou mais) 51,8 17,5
Não-idosos 33,8 18,2


Embora o tabagismo, o sexo e a idade possam afetar o clearance e a meia-vida da olanzapina, a magnitude do impacto desses fatores isolados é pequena em comparação com a variabilidade geral entre indivíduos. Não houve diferença significante na meia-vida média de eliminação ou no clearance da olanzapina entre pacientes com insuficiência renal grave, comparando-se aos pacientes com função renal normal. Aproximadamente 57% da olanzapina é excretada na urina, principalmente como metabólitos. Indivíduos fumantes com disfunção hepática leve apresentaram diminuição do clearance comparável aos indivíduos não-fumantes sem disfunção hepática. A ligação de olanzapina às proteínas plasmáticas foi cerca de 93% em uma faixa de concentração de 7 a 1.000 ng/ml. A olanzapina está ligada predominantemente à albumina e à a1-glicoproteína ácida. Em um estudo com indivíduos caucasianos, japoneses e chineses não houve diferenças entre os parâmetros farmacocinéticos da olanzapina entre as três populações. O estado da isoforma CYP2D6 do citocromo P-450 não afeta o metabolismo da olanzapina.

Resultados de eficácia - Esquizofrenia: A eficácia da olanzapina no tratamento da esquizofrenia foi estabelecida em dois estudos controlados de curto prazo (6 semanas) de pacientes internados que reuniam os critérios do DSM III-R para esquizofrenia. Vários instrumentos foram usados para avaliar os sinais e sintomas psiquiátricos nesses estudos, entre eles a Escala Breve de Avaliação Psiquiátrica (BPRS), um inventário com múltiplos itens de psicopatologia geral, usado tradicionalmente para avaliar os efeitos do tratamento na esquizofrenia. O fator de psicose da BPRS (desorganização conceitual, conduta alucinatória e alteração do conteúdo do pensamento) é considerado um instrumento particularmente útil para avaliar os pacientes esquizofrênicos. Uma segunda avaliação tradicional, a Impressão Clínica Global (CGI), reflete a impressão de um observador hábil, completamente familiar com manifestações de esquizofrenia, sobre o estado clínico geral do paciente. Além disso, mais duas escalas recentemente desenvolvidas foram empregadas; estas incluíram a Escala de Sintomas Positivos e Negativos (PANSS), na qual estão enquadrados os 18 itens da BPRS e a Escala para Avaliação dos Sintomas Negativos (SANS). O estudo clínico resume o foco nos seguintes parâmetros: PANSS total e/ou BPRS total; fator de psicose na BPRS; subescala negativa da PANSS ou da SANS e gravidade da CGI. Mania bipolar (mania pura ou mista): Monoterapia: A eficácia da olanzapina no tratamento dos episódios maníacos agudos foi estabelecida em dois estudos em curto prazo, placebos-controlados (um de 3 semanas e um de 4 semanas) em pacientes que reuniram os critérios para transtorno bipolar I com episódios maníacos ou mistos. Estes estudos incluíram pacientes com ou sem sintomas psicóticos e com ou sem ciclagem rápida. O instrumento primário usado para avaliar os sintomas maníacos nesses estudos foi a Escala de Mania Young (Y-MRS), uma escala de 11 itens preenchida pelo médico, tradicionalmente usada para avaliar o grau de sintomatologia maníaca (irritabilidade, comportamento agressivo/disruptivo, sono, humor elevado, fala, atividade aumentada, interesse sexual, transtorno da fala/pensamento, conteúdo de pensamento, aparência e discernimento). O principal desfecho clínico deste estudo foi uma redução na pontuação da Y-MRS ao longo do estudo. Terapia em combinação: A eficácia do uso de olanzapina concomitantemente com lítio ou valproato no tratamento dos episódios maníacos agudos foi estabelecida em dois estudos controlados em pacientes que reuniram os critérios do DSM-IV para transtorno bipolar I, com episódios maníacos ou mistos. Esses estudos incluíram pacientes com ou sem sintomas psicóticos e com ou sem curso de ciclagem rápida. Prevenção de recorrência do transtorno bipolar: A eficácia e a segurança da olanzapina na prevenção da recorrência do transtorno bipolar foram investigadas em quatro estudos randomizados, duplos-cegos e controlados. Em cada estudo, a olanzapina foi administrada por via oral, na forma de comprimidos ou cápsulas, em dose de 5 a 20 mg/dia. As doses de lítio (300 a 1.800 mg/dia) e de valproato (500 a 2.500 mg/dia) foram ajustadas para manter níveis terapêuticos plasmáticos seguros.

Indicações - A olanzapina é indicada para o tratamento agudo e de manutenção da esquizofrenia e outras psicoses, nas quais sintomas positivos (p. ex.: delírios, alucinações, alterações de pensamento, hostilidade e desconfiança) e/ou sintomas negativos (p. ex.: afeto diminuído, isolamento emocional e social, pobreza de linguagem) são proeminentes. A olanzapina alivia também os sintomas afetivos secundários, comumente associados com esquizofrenia e transtornos relacionados. A olanzapina é eficaz na manutenção da melhora clínica durante o tratamento contínuo nos pacientes que responderam ao tratamento inicial. A olanzapina é indicada, em monoterapia ou em combinação com lítio ou valproato, para o tratamento de episódios de mania aguda ou mistos do transtorno bipolar, com ou sem sintomas psicóticos e com ou sem ciclo rápido. A olanzapina é indicada para prolongar o tempo e reduzir as taxas de recorrência dos episódios de mania, mistos ou depressivos no transtorno bipolar.

Contra-indicações - ZYPREXA é contra-indicado nos pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer ingrediente do produto.

Posologia - Administração oral: Esquizofrenia e transtornos relacionados: A dose inicial recomendada de olanzapina é de 10 mg administrada uma vez ao dia, independentemente das refeições, já que a absorção não é afetada pelo alimento. A dose diária deve ser ajustada de acordo com a evolução clínica, dentro da faixa de 5 a 20 mg diários. O aumento de dose acima da dose diária de rotina de 10 mg só é recomendado após avaliação clínica apropriada. Mania aguda associada ao transtorno bipolar: A dose inicial recomendada de olanzapina é de 15 mg administrada uma vez ao dia em monoterapia, ou de 10 mg administrada uma vez ao dia em combinação com lítio ou valproato, independentemente das refeições, já que a absorção não é afetada pelo alimento. A dose diária deve ser ajustada de acordo com a evolução clínica, dentro da faixa de 5 a 20 mg diários. O aumento de dose acima da dose inicialmente sugerida diariamente só é recomendado após avaliação clínica apropriada e geralmente deve ocorrer em intervalos não inferiores a 24 horas. Prevenção de recorrência do transtorno bipolar: A dose inicial recomendada é de 10 mg/dia. Para pacientes que já estavam recebendo olanzapina para tratamento de episódio maníaco, continuar o tratamento na mesma dose, visando a prevenção da recorrência. A dose diária pode ser subseqüentemente ajustada com base na condição clínica individual, dentro da variação de 5 a 20 mg/dia. Considerações gerais sobre posologia oral em populações especiais: Dose para pacientes idosos: Uma dose inicial mais baixa de 2,5-5 mg/dia pode ser considerada para pacientes geriátricos ou quando fatores clínicos justificarem. Dose para pacientes com disfunção hepática ou renal: Uma dose inicial de 5 mg deve ser considerada para pacientes com disfunção hepática moderada ou renal grave e aumentada somente com cautela. Pode ser considerada uma dose inicial mais baixa em pacientes que exibem uma combinação de fatores (sexo feminino, geriátrico, não-tabagista) que podem diminuir o metabolismo da olanzapina.

Advertências - Síndrome neuroléptica maligna (SNM): SNM é uma síndrome complexa, potencialmente fatal, associada com medicamento antipsicótico, incluindo a olanzapina. As manifestações clínicas da SNM são: hiperpirexia, rigidez muscular, estado mental alterado e evidência de instabilidade autonômica (pulso ou pressão arterial irregular, taquicardia, diaforese e arritmia cardíaca). Outros sinais adicionais podem incluir: Elevação da creatinina fosfoquinase, mioglobinúria (rabdomiólise) e insuficiência renal aguda. As manifestações clínicas de SNM ou presença de febre alta sem manifestações clínicas de SNM requerem a descontinuação de todas as drogas antipsicóticas incluindo a olanzapina. Discinesia tardia: Em estudos comparativos com haloperidol de mais de 6 semanas, a olanzapina foi associada com uma incidência menor, mas estatisticamente significante de discinesia proveniente do tratamento. Contudo, porque o risco de discinesia tardia aumenta com a exposição em longo prazo às medicações antipsicóticas, deve-se considerar a redução da dose ou a interrupção da droga se sinais ou sintomas de discinesia tardia aparecerem em um paciente. Esses sintomas podem piorar temporariamente, ou mesmo aparecerem após a interrupção do tratamento. Provas de função hepática: Ocasionalmente, têm sido observadas, especialmente na fase inicial do tratamento, elevações assintomáticas e transitórias das transaminases hepáticas TGP e TGO. Raros casos de hepatite foram relatados no período pós-comercialização. Nesse período, casos muito raros de insuficiência hepática mista ou colestática foram relatados. Convulsões: Olanzapina deve ser usada cuidadosamente em pacientes com histórico de convulsões ou que estão sujeitos a fatores que possam diminuir o limiar convulsivo. Convulsões foram raramente relatadas em tais pacientes quando tratados com olanzapina. Na maioria dos casos, foi relatado um histórico de convulsões ou fatores de risco para convulsões. Atividade anticolinérgica: A experiência durante os estudos clínicos revelou uma baixa incidência de eventos anticolinérgicos. Contudo, como a experiência clínica com olanzapina em pacientes com doença concomitante é limitada, devem ser tomadas precauções quando for prescrita a pacientes com hipertrofia prostática, íleo paralítico, glaucoma de ângulo fechado ou condições relacionadas. Antagonismo dopaminérgico: A olanzapina exibe antagonismo à dopamina in vitro, e, em teoria, pode antagonizar os efeitos da levodopa e dos agonistas da dopamina como com outras drogas antipsicóticas. Atividade geral no SNC: Devido aos efeitos primários de olanzapina serem no SNC, deve-se tomar cuidado adicional quando for administrada em combinação com outras drogas que atuem centralmente, incluindo o álcool. Efeitos cardiovasculares: Em estudos clínicos, a olanzapina não foi associada com aumento persistente nos intervalos QT absolutos. Apenas oito de 1.685 indivíduos tiveram o intervalo QTc aumentado em múltiplas ocasiões. Entretanto, como com outros antipsicóticos, deve-se ter cautela quando a olanzapina for prescrita concomitantemente ao uso de drogas que sabidamente aumentam o intervalo QTc. Eventos adversos cerebrovasculares (EAC), incluindo acidente vascular cerebral, em pacientes idosos com demência: Eventos adversos cerebrovasculares (p. ex.: acidente vascular cerebral, isquemia súbita transitória), incluindo mortes, foram relatados em estudos com pacientes idosos com demência associada à psicose. Em estudos placebos-controlados, houve uma alta incidência de EAC em pacientes tratados com olanzapina comparado aos pacientes tratados com placebo (1,3% versus 0,4%, respectivamente). Todos os pacientes que apresentaram eventos cerebrovasculares tinham fatores de risco preexistentes conhecidos, que estão relacionados com um risco elevado para os EAC (p. ex.: histórico de EAC ou isquemia súbita transitória, hipertensão, tabagismo) e apresentaram condições médicas concomitantes e/ou medicamentos concomitantes, tendo uma associação temporal com os EAC. A olanzapina não é aprovada para o tratamento de pacientes com demência associada à psicose. Hiperglicemia e diabetes 'mellitus': Em pacientes com esquizofrenia, ocorre um aumento na prevalência de diabetes. Assim como com outros antipsicóticos, alguns sintomas, como hiperglicemia, diabetes, exacerbação de diabetes preexistente, cetoacidose e coma diabético, foram muito raramente reportados. A relação causal entre os antipsicóticos e estes eventos não foi estabelecida. Uma monitoração clínica apropriada é recomendável em pacientes diabéticos e em pacientes que apresentam fatores de risco para o desenvolvimento de diabetes. Atenção: Este medicamento contém açúcar (lactose); portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes. Carcinogênese, mutagênese, danos à fertilidade e toxicidade animal: Baseando-se nos resultados de estudos em ratos e camundongos, conclui-se que a olanzapina não é carcinogênica. Achados significantes em estudos de oncogenicidade foram limitados a um aumento na incidência de adenocarcinomas mamários em ratas e fêmeas de camundongo. Esse é um achado comum em roedores tratados com agentes que aumentam a secreção de prolactina e não tem significância direta para humanos. A olanzapina não foi mutagênica em uma extensa bateria de testes-padrão, que incluiu testes de mutação bacteriana e testes in vitro e in vivo em mamíferos. Nos estudos em animais, a olanzapina não apresentou efeitos teratogênicos. A sedação afetou o desempenho no acasalamento dos ratos machos. Os ciclos de estro foram afetados com doses de 1,1 mg/kg (3 vezes a dose máxima humana) e os parâmetros de reprodução foram influenciados em ratos que receberam 3 mg/kg (9 vezes a dose máxima humana). Na ninhada de ratos que receberam olanzapina, foram observados atrasos no desenvolvimento fetal e diminuições transitórias nos níveis de atividade da prole. Em estudos animais com olanzapina, os principais achados hematológicos foram citopenias periféricas reversíveis em cães que receberam altas doses de olanzapina (24 a 30 vezes a dose diária máxima humana), diminuições dose-relacionadas nos linfócitos e neutrófilos em camundongos e linfopenia secundária a um estado nutricional comprometido em ratos. Poucos cães tratados com doses 24 a 30 vezes a dose diária máxima humana desenvolveram neutropenia reversível ou anemia hemolítica reversível entre 1 e 10 meses de tratamento. Efeitos nos parâmetros hematológicos em cada espécie envolveram células sangüíneas circulantes e nenhuma evidência de citotoxicidade da medula óssea foi encontrada em todas as espécies estudadas. Gravidez (categoria C): Não há estudos adequados e bem controlados com olanzapina em mulheres grávidas. As pacientes devem ser avisadas para notificarem seu médico se ficarem grávidas ou se pretenderem engravidar durante o tratamento com olanzapina. Dado que a experiência em humanos é limitada, esta droga deve ser usada na gravidez somente se os benefícios potenciais justificarem os riscos potenciais para o feto. Lactação: Em um estudo em mulheres saudáveis, lactantes, a olanzapina foi excretada no leite materno. A média de exposição infantil (mg/kg) no estado de equilíbrio foi estimada ser 1,8% da dose materna de olanzapina (mg/kg). As pacientes devem ser aconselhadas a não amamentarem no caso de estarem recebendo olanzapina. Efeitos sobre a capacidade de dirigir e utilizar máquinas: Devido ao fato de a olanzapina poder causar sonolência, os pacientes devem ser alertados quando operarem máquinas, incluindo veículos com motor, enquanto estiverem em tratamento com olanzapina. Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco: Pacientes com acometimento hepático de diversas naturezas: Devem ser tomadas precauções em pacientes com TGP e/ou TGO elevadas, em pacientes com sinais e sintomas de insuficiência hepática, em pacientes com doenças preexistentes associadas com reserva funcional hepática limitada e em pacientes que estejam sendo tratados com medicamentos potencialmente hepatotóxicos. No caso de elevação da TGP e/ou TGO durante o tratamento, é necessário acompanhamento cuidadoso e deve-se considerar a redução da dose. Pacientes com acometimento hematológico de diversas naturezas: Como com outras drogas antipsicóticas, deve-se tomar cuidado quando usar olanzapina nos seguintes tipos de pacientes: Pacientes que por qualquer razão tenham contagens baixas de leucócitos e/ou neutrófilos; pacientes com história de depressão/toxicidade da medula óssea induzida por drogas; pacientes com depressão da medula óssea causada por doença concomitante, radioterapia ou quimioterapia; e pacientes com condições de hipereosinofilia ou com doença mieloproliferativa. Em estudos clínicos, um número significante de pacientes com história de neutropenia ou de agranulocitose relacionada com clozapina receberam olanzapina sem intercorrências. Uso geriátrico: A hipotensão postural foi infreqüentemente observada em pacientes geriátricos nos estudos clínicos com olanzapina. Como com outros antipsicóticos, é recomendável que periodicamente seja medida a pressão arterial em pacientes acima de 65 anos. Deve-se ter cautela quando a olanzapina for prescrita sob o uso concomitante de drogas que sabidamente aumentam o intervalo QTc, especialmente em pacientes geriátricos (ver Advertências). Dos 2.500 pacientes que participaram dos estudos clínicos com olanzapina no pré-marketing, 11% (263) tinham idade de 65 anos ou mais. Em pacientes esquizofrênicos não há indicação de diferença de tolerabilidade à olanzapina entre pacientes idosos e jovens. Os estudos em pacientes com vários sintomas psiquiátricos, associados à doença de alzheimer, sugeriram que pode haver um perfil de tolerabilidade diferente nesta população se comparada com pacientes jovens com esquizofrenia. Como com outras drogas de ação no sistema nervoso central, a olanzapina deve ser usada com cuidado em pacientes idosos com demência e, também, na presença de fatores que possam diminuir o clearance farmacocinético ou aumentar a resposta farmacodinâmica à olanzapina, deve-se levar em consideração uma dose inicial mais baixa para os pacientes idosos (ver Posologia). Segurança em pacientes idosos com demência associada à psicose: Em pacientes idosos com demência associada à psicose, não foi estabelecida a eficácia da olanzapina. Em estudos clínicos placebo-controlados com pacientes idosos com demência associada à psicose, a incidência de morte foi significantemente maior em pacientes tratados com a olanzapina em comparação com os pacientes tratados com o placebo (3,5% versus 1,5%, respectivamente). Os fatores de risco que podem predispor o aumento da mortalidade nesta população de pacientes, quando tratados com olanzapina, incluem: Faixa etária de 80 anos, sedação, uso concomitante de benzodiazepinas ou presença de condições respiratórias (p. ex.: pneumonia, com ou sem aspiração). Uso pediátrico: A olanzapina não foi estudada em indivíduos com menos de 18 anos de idade.

Interações medicamentosas - Potencial de interação de outras drogas sobre a olanzapina: O metabolismo de olanzapina pode ser afetado pelos inibidores ou indutores das isoformas do citocromo P-450, especificamente a atividade do CYP1A2. O clearance da olanzapina foi aumentado pelo tabagismo e co-administração de carbamazepina. Tabagismo e carbamazepina induzem a atividade da CYP1A2. Inibidores da atividade do CYP1A2 podem diminuir o clearance da olanzapina. A olanzapina não é um potente inibidor da atividade da CYP1A2. A farmacocinética da teofilina, uma droga principalmente metabolizada pela CYP1A2, não é alterada pela olanzapina. Doses únicas de um antiácido contendo alumínio e magnésio ou cimetidina não afetaram a biodisponibilidade oral da olanzapina. Porém, a administração concomitante de carvão ativado reduziu a biodisponibilidade oral da olanzapina de 50% a 60%. A fluoxetina (dose única de 60 mg ou 60 mg diários por 8 dias) causa um aumento médio de 16% na concentração máxima de olanzapina e uma diminuição média de 16% no clearance de olanzapina. A magnitude do impacto deste fator é pequena em relação à variabilidade entre os indivíduos e, portanto, a alteração da dose não é rotineiramente recomendada. A fluvoxamina, um inibidor da CYP1A2, diminui o clearance de olanzapina. Isto resulta num aumento médio no Cmáx da olanzapina após a fluvoxamina de 54% em mulheres não-fumantes e 77% em homens fumantes. O aumento médio na AUC da olanzapina é 52% e 108%, respectivamente. Doses menores de olanzapina devem ser consideradas em pacientes recebendo tratamento concomitante com fluvoxamina. Potencial de interação da olanzapina sobre outras drogas: Em estudos clínicos com doses únicas de olanzapina, não foi evidente a inibição do metabolismo de imipramina/desipramina (CYP2D6 ou CYP3A/1A2), varfarina (CYP2C19), teofilina (CYP1A2) ou diazepam (CYP3A4 e CYP2C19). A olanzapina não mostrou interação quando co-administrada com lítio ou com biperideno. Em estudos in vitro com microssomos hepáticos humanos, a olanzapina demonstrou pequeno potencial de inibir as isoformas do citocromo P-450: CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6 e CYP3A. Estudos in vitro usando microssomos hepáticos humanos mostraram que a olanzapina tem pequeno potencial de inibir a glicuronidação do valproato, que é sua maior via de metabolização. Além disso, o valproato mostrou ter pouco efeito no metabolismo da olanzapina in vitro. A administração diária e concomitante in vivo de 10 mg de olanzapina e valproato por 2 semanas não afetou a concentração de valproato no plasma. Portanto, a administração concomitante de olanzapina e valproato não requer ajuste de dosagem de valproato. As concentrações de equilíbrio de olanzapina não têm efeito na farmacocinética do etanol. No entanto, podem ocorrer efeitos farmacológicos aditivos, tal como aumento de sedação, quando o etanol é ingerido junto com a olanzapina. A olanzapina tem atividade antagonista a1-adrenérgica. Deve-se ter cautela em pacientes que recebem tratamento com medicamentos que podem diminuir a pressão arterial por outros mecanismos que não o antagonismo a1-adrenérgico. A absorção da olanzapina não é afetada pela comida.

Reações adversas a medicamentos - As reações adversas relevantes, observadas com as formas farmacêuticas de uso oral e intramuscular de olanzapina durante os estudos clínicos e após o lançamento, respectivamente com a freqüência a que ocorreram são: Muito comuns (³ 10%): Os únicos efeitos indesejáveis freqüentes associados com o uso da olanzapina em estudos clínicos foram sonolência e ganho de peso. Os níveis plasmáticos de prolactina foram elevados em 34% dos pacientes tratados com olanzapina, mas estas elevações foram leves e transitórias (os valores médios não foram acima dos limites superiores da normalidade e não houve diferença estatisticamente significante com relação ao placebo) e foram raramente associadas a manifestações clínicas (ginecomastia, galactorréia e aumento das mamas). Na maioria dos pacientes, os níveis retornaram aos valores normais sem interrupção do tratamento. Comuns (1%-10%): Os efeitos indesejáveis comuns associados com o uso da olanzapina em estudos clínicos incluíram tontura, astenia, acatisia, aumento de apetite, edema periférico, hipotensão ortostática, constipação e boca seca. Elevações transitórias e assintomáticas das transaminases hepáticas TGP e TGO foram observadas ocasionalmente. Níveis casuais de glicose plasmática ³ 200 mg/dl (sugestivo de diabetes potencial), bem como níveis casuais ³ 160 mg/dl mas < 200 mg/dl (sugestivo de hiperglicemia potencial) em pacientes com níveis casuais basais de glicose £ 140 mg/dl foram ocasionalmente observados durante os estudos clínicos. Eosinofilia assintomática foi observada ocasionalmente. Raras (< 1%): Reações alérgicas (por exemplo, reações anafilactóides, angioedema, prurido ou urticária), reações após suspensão do medicamento (p. ex.: diaforese, náusea e vômito), pancreatite, hipertrigliceridemia, hipercolesterolemia, reações de fotossensibilidade, bradicardia, hiperglicemia, erupção cutânea, priapismo, convulsões, coma diabético, cetoacidose diabética, leucopenia, trombocitopenia, tromboembolismo venoso, rabdomiólise, aumento da fosfatase alcalina, aumento da bilirrubina total, icterícia, hepatite. Em estudos clínicos entre pacientes tratados com olanzapina com níveis basais de triglicérides < 150 mg/dl (n = 659), 0,5% dos pacientes apresentaram níveis de triglicérides ³ 500 mg/dl em qualquer período durante o estudo. Nestes mesmos estudos, os pacientes tratados com olanzapina (n = 1.185) apresentaram um aumento médio de 20 mg/dl nos níveis de triglicérides, a partir de um valor médio basal de 175 mg/dl. Em estudos placebo-controlados, os pacientes tratados com olanzapina com níveis casuais basais de colesterol < 200 mg/dl (n = 1.034) apresentaram níveis de colesterol ³ 240 mg/dl em qualquer período durante o estudo, significativamente mais freqüente que nos pacientes tratados com placebo (n = 602) (3,6% versus 2,2%, respectivamente). Nestes mesmos estudos, os pacientes tratados com olanzapina (n = 2.528) apresentaram um aumento médio de 0,4 mg/dl nos níveis de colesterol, a partir de um valor médio basal de 203 mg/dl, que foi significativamente diferente quando comparado com os pacientes tratados com placebo (n = 1.415) que apresentaram uma redução média de 4,6 mg/dl a partir de um valor médio basal de 203 mg/dl. Níveis casuais de colesterol ³ 240 mg/dl e de triglicérides ³ 1.000 mg/dl foram relatados muito raramente. Efeitos adversos para populações especiais: Pacientes idosos com demência associada à psicose: Muito comuns (³ 10%): Marcha anormal e quedas. Comuns (1%-10%): Incontinência urinária e pneumonia. Pacientes com psicose induzida por droga (agonista da dopamina) associada com doença de parkinson: Muito comuns (³ 10%): Piora dos sintomas parkinsonianos e alucinações. Nos estudos clínicos envolvendo pacientes com psicose induzida por droga (agonista da dopamina) associada com doença de Parkinson, a piora dos sintomas parkinsonianos foi relatada muito comumente e com mais freqüência que com o placebo. Alucinações também foram muito comumente relatadas e com maior freqüência que com o placebo. Nesses estudos, foi necessário que os pacientes estivessem estáveis à dose eficaz mais baixa de medicamentos anti-parkinsonianos (agonista da dopamina) antes do início do estudo e permanecessem com as mesmas doses e medicações anti-parkinsonianas ao longo do estudo. A olanzapina foi iniciada na dose de 2,5 mg/dia e titulada até uma dose máxima de 15 mg/dia, baseada no julgamento do investigador. Pacientes com mania bipolar recebendo terapia combinada com lítio ou valproato: Muito comuns (³ 10%): Ganho de peso, boca seca, aumento de apetite e tremores. Comuns (1%-10%): Distúrbio da fala.

Superdose - Sinais e sintomas: Os sintomas mais comumente relatados em caso de superdose com olanzapina (³ 10% de incidência) incluem: taquicardia, agitação/agressividade, disartria, vários sintomas extrapiramidais e redução do nível de consciência, variando de sedação ao coma. Outras seqüelas significantes do ponto de vista médico incluem delírio, convulsão, possível síndrome neuroléptica maligna, depressão respiratória, aspiração, hipertensão ou hipotensão, arritmias cardíacas (< 2% dos casos de superdose) e parada cardiorrespiratória. Casos fatais foram descritos com superdoses agudas tão baixas quanto 450 mg, porém também foram relatados casos de sobrevida após uma superdose aguda de 1.500 mg. Tratamento: Não existe antídoto específico para olanzapina. A indução de êmese não é recomendada. Alguns procedimentos padrão podem ser indicados para o tratamento da superdose (isto é, lavagem gástrica, administração de carvão ativado). A administração concomitante de carvão ativado mostrou reduzir a biodisponibilidade oral da olanzapina em 50% a 60%. O tratamento sintomático e a monitoração das funções orgânicas vitais devem ser instituídos de acordo com o quadro clínico, incluindo o tratamento da hipotensão e do colapso circulatório e o suporte da função respiratória. Não usar adrenalina, dopamina ou outros agentes simpatomiméticos com atividade beta-agonista, pois a estimulação beta pode piorar a hipotensão.

Venda Sob Prescrição Médica.

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Farmagora - www.farmagora.com.br
Farmadelivery - www.farmadelivery.com.br
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Ultrafarma - www.ultrafarma.com.br
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Onofre - www.onofre.com.br

Informamos que esta se destina unicamente para consultas e que o uso de medicamentos sem orientação adequada pode trazer riscos a saúde. O ClinicaBR recomenda a todos os pacientes a procurarem sempre uma orientação médica.

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