Fluox bula medicamento - ClinicaBR


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Bula Medicamento - Fluox


Fluox

Cloridrato de fluoxetina

Uso adulto


Composição - Cada comprimido sulcado de FLUOX® contém 20 mg de cloridrato de fluoxetina.

Informações técnicas - As ações da fluoxetina parecem estar relacionadas com a neurotransmissão da serotonina. A fluoxetina é um potente e seletivo inibidor da recaptação de serotonina (5-HT) no SNC, aumentando a função serotonérgica. A fluoxetina não interage diretamente nos receptores pós-sinápticos de serotonina, nos receptores muscarínicos-colinérgicos, nos receptores histamínicos e nos receptores alfa-adrenérgicos.

Indicações - Distúrbio obsessivo compulsivo (DOC), depressão, bulimia nervosa, tensão pré-menstrual e ejaculação precoce. Outras indicações não-usuais: alcoolismo, hiperatividade, personalidade borderline, doença afetiva bipolar II, narcolepsia, cleptomania, cefaléia crônica diária, cefaléia tensional, stress pós-traumático, esquizofrenia, tricotilomania, discinesia induzida por levodopa, fobia social, dor reumatóide crônica, síndrome do pânico, neuropatia periférica diabética.

Contra-indicações - FLUOX é contra-indicado em pacientes hipersensíveis à fluoxetina.

Advertências e precauções - A relação risco/benefício deve ser considerada nos pacientes com diabetes mellitus, insuficiência hepática ou renal, histórico de crises convulsivas ou sob tratamento concomitante com vários fármacos ativos no SNC. Gravidez e lactação: A relação risco/benefício deve ser avaliada. A fluoxetina é excretada no leite materno. Ansiedade, nervosismo e insônia podem ocorrer nos pacientes tratados com os inibidores seletivos da recaptação de serotonina. Alterações de peso e apetite: A fluoxetina pode ter efeito anorético, determinando perda de peso, muitas vezes indesejável, no tratamento de alguns pacientes. Ativação de mania/hipomania: Reação infreqüente, mas que pode ocorrer. Suicídios: A possibilidade de suicídio é inerente à depressão e pode ocorrer até que ocorra melhora significativa da doença. Os pacientes em tratamento para DOC e bulimia de risco, também devem ser acompanhados sistematicamente. Hiponatremia: Pode ocorrer em pacientes idosos ou em uso de diuréticos e nos pacientes com depleção de volume. A hiponatremia é reversível com a suspensão da droga. Diabetes: A fluoxetina pode alterar o controle glicêmico. Hipoglicemia pode ocorrer durante o tratamento e a hiperglicemia é mais comum após suspensão da droga. Portanto, ajustes nas doses dos hipoglicemiantes orais, ou da insulina, devem ser realizados no início e no final do tratamento com fluoxetina. Abuso e dependência: As experiências clínicas não revelam nenhuma tendência à síndrome de abstinência ou comportamentos de abuso. Porém, não é possível predizer somente baseado em experiências clínicas o quanto uma droga ativa no SNC poderá ser usada incorretamente uma vez comercializada. Conseqüentemente, os pacientes com história de abuso de drogas devem ser minuciosamente avaliados e seguidos durante o tratamento. Fotossensibilização: Pode ocorrer. Medidas de proteção solar devem ser instituídas até que a tolerância à luz solar seja determinada. Tontura e sonolência: Podem ocorrer. Os pacientes devem ser alertados quando operarem máquinas ou dirigir.

Interações medicamentosas - IMAO: Pode aumentar o risco de colapso, hipertensão paroxística, hipertermia, convulsões. Advertência: Em virtude da meia-vida prolongada da fluoxetina e do seu metabólito ativo, deve-se respeitar um intervalo de pelo menos 5 semanas entre a suspensão da fluoxetina e o início do tratamento com um inibidor da MAO, pois o risco de ocorrências graves aumentam. Lítio: Pode haver aumento ou diminuição dos níveis plasmáticos de lítio com a co-administração de fluoxetina com possíveis efeitos neurotóxicos e serotonérgicos. Portanto, os níveis plasmáticos de lítio devem ser muito bem controlados nos casos de co-administração. Anti-depressivos tricíclicos (ADT): Os níveis de ADT podem aumentar, levando à necessidade de redução das doses destas drogas. Benzodiazepínicos: O clearance destas drogas que sofrem metabolização por oxidação hepática pode diminir. Porém, aquelas metabolizadas por glicuronidação não são afetadas. A administração conjunta com o alprazolam resulta em aumento dos níveis de alprazolam e diminui a performance psicomotora. Portanto, as doses de alprazolam devem ser diminuídas à dose mínima efetiva. Buspirona: Os efeitos da buspirona podem ser diminuídos. Há relatos de piora paradoxal da DOC. Carbamazepina: Os níveis de carbamazepina podem ser aumentados, resultando em toxicidade. Clozapina: Ocorre aumento dos níveis desta droga exigindo monitoração controlada dos pacientes. Ciclosporina: Há relato de um caso de uma senhora de 59 anos com aumento dos níveis de ciclosporina com o tratamento concomitante com fluoxetina. Haloperidol: Pode haver aumento dos níveis plasmáticos desta droga. Triptofano: A associação do triptofano com a fluoxetina não é recomendada, pois pode produzir sintomas relacionados com toxicidade central (cefaléia, agitação, tontura e agitação) e periférico (náusea, vômito e problemas gastrointestinais). Fenitoína: Elevação da concentração de fenitoína e toxicidade anticonvulsivante pode ocorrer. Pimozida: Há somente um relato de bradicardia com a co-administração. Simpatomiméticos: Ocorre aumento da sensibilidade ao efeito destas drogas e a síndrome do aumento de serotonina pode ocorrer. Anticoagulantes: Há alteração na coagulação com sangramentos, porém sem alterar o tempo de protrombina. Digoxina: A co-administração deve ser feita com cautela.

Reações adversas - Que necessitam atenção médica: Mais comuns: Rash cutâneo, prurido, diminuição da libido, inquietação. Menos comuns: Febre, dor articular ou muscular. Raras: Aumento das mamas; convulsões; irregularidades dos batimentos cardíacos; manchas na pele; sintomas de hipoglicemia (transpiração, confusão, dificuldade de concentração, tonturas, fome excessiva, cefaléia, fraqueza ou cansaço inabituais); sintomas de hiponatremia (confusão, convulsões, tontura, boca seca, aumento da sede, falta de energia); sintomas da síndrome de serotonina (diarréia, febre, aumento da transpiração, alterações de humor ou comportamento, reflexos hiperativos, taquicardia, inquietação, excitação, falta de controle, movimentos corporais e faciais incompletos ou não-usuais, secreção de leite nas mulheres). Que melhoram durante a evolução do tratamento (não necessitam atenção médica imediata): Mais comuns: Ansiedade ou nervosismo, diminuição do apetite, diarréia, tontura, cefaléia, aumento da transpiração, náusea, cansaço ou fraqueza, tremores, alterações do sono. Menos comuns ou raras: Sonhos anormais; alteração do paladar; alterações da visão; dor no peito; constipação; sensação de calor; rubor da face e pescoço; perda de cabelo; aumento do apetite; aumento da sensibilidade da pele à luz solar; dor menstrual; alterações gastrointestinais, vômitos; perda de peso; bocejos. Outros efeitos colaterais não-citados anteriormente podem ocorrer em alguns pacientes, exigindo comunicação médica imediata.

Posologia - Os alimentos não alteram a ação de FLUOX®. Os comprimidos sulcados de FLUOX® permitem melhor ajuste das doses. Na depressão e bulimia nervosa, o início da ação pode ser observado dentro de 1 a 3 semanas. Porém, 4 a 6 semanas podem ser necessárias para que se obtenha resposta efetiva. Na doença obsessiva compulsiva (DOC) são necessários pelo menos 5 semanas de tratamento para que se observe melhora do paciente. Nos pacientes com insuficiência renal e/ou hepática e nos idosos em uso de vários medicamentos, as doses devem ser menores ou menos freqüentes. Depressão e distúrbio obsessivo-compulsivo (DOC): Iniciar com 20 mg/dia, em dose única, pela manhã. Esta posologia pode ser aumentada até 80 mg/dia. Se não for observada melhora clínica após várias semanas de tratamento, considerar aumento das doses. Doses acima de 20 mg/dia devem ser administradas divididas em duas vezes e não exceder a dose máxima de 80 mg/dia. Bulimia nervosa: 60 mg/dia, em dose única, pela manhã. Pode-se iniciar com doses menores e aumentá-las gradativamente. Não ultrapassar 80 mg/dia. Tensão pré-menstrual: Inicialmente, 20 mg/dia, em dose única, pela manhã. Se necessário, as doses podem ser aumentadas, não ultrapassando a dose máxima de 80 mg/dia.

Superdosagem - Náuseas e vômitos severos são sintomas relacionados com a superdosagem de fluoxetina. Outros sintomas que podem ocorrer: agitação, falta de sono, hipomania e outros sinais de excitação do SNC. Não há antídoto específico. Recomenda-se a monitorização dos sinais cardíacos e vitais, junto com as medidas sintomáticas gerais e de suporte. A administração de carvão ativado, que pode ser usado com sorbitol, é igual ou superior à indução de vômitos ou lavagem gástrica. As convulsões que não regridem espontaneamente podem responder com diazepam. Devido à larga distribuição da droga, diurese forçada, diálise, hemoperfusão e transfusões de troca não são úteis. Sempre considerar a possibilidade de que o paciente tenha ingerido vários medicamentos.

Apresentação - Caixas com 14 e 28 comprimidos sulcados.

Venda Sob Prescrição Médica.

Só pode ser vendido com retenção da receita.

Registro no M.S. 0191.0271.

IGEFARMA Laboratórios S.A.
Divisão SOMA.

O Clinicabr é um software para area de saúde. Para consultar a venda de remédios, sugerimos alguns sites populares na internet. Farmácias e drogarias on line:

Farmagora - www.farmagora.com.br
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Drogaria Minas Brasil - www.drogariaminasbrasil.com.br
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Informamos que esta se destina unicamente para consultas e que o uso de medicamentos sem orientação adequada pode trazer riscos a saúde. O ClinicaBR recomenda a todos os pacientes a procurarem sempre uma orientação médica.

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